Oficinas abordam boas práticas sobre Teletrabalho

A Escola Judicial (EJ6) do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT -PE) promoveu, nessa segunda-feira (4), o evento “Boas Práticas – Oficinas sobre Teletrabalho”. Realizado na sala de sessões do Pleno, na sede do Regional, no Cais do Apolo, o evento buscou elucidar questões acerca da modalidade adotada pelo TRT-PE através da Resolução Administrativa 05/2016 (aprovado em caráter definitivo através da RA 013/17).

O diretor da 3ª Vara do Trabalho (VT) de Caruaru, Henrique Beça, o diretor da 5ª VT de Recife, Henrique Lins, e o servidor do Núcleo de Estatística e Pesquisa Luiz Eduardo de Oliveira abordaram, de forma crítica, os pontos positivos e negativos sobre o teletrabalho, já adotado nas 3ª e 5ª VTs. Entre os principais aspectos positivos, foram apontados pelos servidores adeptos da modalidade: o aumento da produtividade, flexibilidade do horário de trabalho ausência de prejuízos com locomoção e maior motivação para o trabalho.

A programação do evento, que seguiu até o fim da tarde de ontem, ainda contou com as apresentações: “Teletrabalho nos Gabinetes de Desembargadores”, “Divulgação dos Resultados Preliminares da Pesquisa ‘Impactos do Teletrabalho na Saúde e Qualidade de Vida do Servidor’”, “Apresentação Estatística” e “Teletrabalho da Área Administrativa”.

O chefe da Seção de Serviço Social, Renatto Marcello de Araújo Pinto, apresentou os dados preliminares da pesquisa “Impactos do Teletrabalho na Saúde e Qualidade de Vida do Servidor do TRT 6ª Região”, que tem como objetivos identificar o perfil dos servidores que aderiram ao teletrabalho e a relação destes fatores com a escolha por esta modalidade de trabalho; conhecer as formas de adaptação e de organização do trabalho utilizadas pelos teletrabalhadores; analisar os impactos do teletrabalho na saúde dos teletrabalhadores, a partir dos registros de licenças médicas e da autopercepção destes sobre o seu bem estar; e coletar sugestões de melhorias e de aperfeiçoamento da experiência, que possam subsidiar a gestão institucional do teletrabalho.

Segundo a pesquisa, no total 114 servidores responderam ao formulário eletrônico enviado por e-mail, em setembro de 2017, além de ter sido realizado dois grupos focais com 14 servidores, na sede e no Fórum Trabalhista do Recife. Entre os resultados preliminares, os principais motivos citados para adesão ao teletrabalho foram os problemas com o trânsito e a distância de casa para o trabalho. A grande maioria dos servidores nesta modalidade se declara satisfeita e com mais motivação para o trabalho, por proporcionar mais qualidade de vida e tempo para cuidar da família e para fazer atividade física.

Por outro lado, a pesquisa aponta para o fato que houve baixa adesão às orientações ergonômicas preconizadas pelo Núcleo de Saúde, podendo a médio e longo prazo trazer prejuízos à saúde dos servidores.   Outro ponto da pesquisa que chama a atenção é o cuidado dos gestores em  estabelecer metas adequadas de trabalho, de modo a evitar a sobrecarga de trabalho, adoecimento, e desestímulo aos servidores com o teletrabalho. A pesquisa alerta para os custos assumidos pelos servidores, principalmente com itens como mobiliário, equipamentos, internet e energia. Por fim, foram apresentadas as sugestões dos entrevistados para a melhoria do programa de teletrabalho institucional e suas demandas específicas de capacitação.

Teletrabalho

O TRT-PE adota o teletrabalho desde 2016 com o objetivo de aumentar a produtividade e, paralelamente, atrair e motivar os servidores, possibilitando melhorias na qualidade de vida e economia de tempo e custo de transporte, além de ampliar a possibilidade de trabalho àqueles com dificuldade de locomoção.

A adesão à modalidade é facultativa aos e só pode ser implantada para os cargos com atribuições que possam ser desenvolvidas fora das dependências do Tribunal e possuam caráter objetivo, não excedendo 20% da lotação do setor. Quem adere à modalidade deve comprovar um aumento de, no mínimo, 15% na produtividade. Também é de sua responsabilidade manter a estrutura necessária para execução de suas funções, permanecer com um telefone ativo, consultar diariamente o e-mail institucional e reunir-se com a chefia imediata a cada 15 dias.

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Texto: Iris Costa
Fotos: Elysangela Freitas