PLENO DO TRT APROVA APOSENTADORIA DE THEODOMIRO ROMEIRO

Na sessão do Pleno desta terça, 9, os desembargadores do TRT6 aprovaram o pedido de aposentadoria do juiz do trabalho Theodomiro Romeiro dos Santos, titular da 9ª VT do Recife. “É uma enorme perda para os quadros da instituição. Uma vida de conduta retilínea, de muita dedicação ao trabalho”, ressaltou o presidente do Regional, desembargador André Genn, lançando voto de aplauso, reconhecimento e louvor ao magistrado, voto acolhido por unanimidade pelo Tribunal Pleno.

A desembargadora Valéria Gondim lembrou que o magistrado “soube se afirmar como magistrado comprometido com a classe”. O desembargador Ivanildo Andrade, além de reafirmar a conduta de militante político associativo, também realçou a serenidade com que Theodomiro julgava e o bom relacionamento que mantinha com as partes, servidores e magistrados.

“É uma pessoa que deixa marcas e em momento algum abandona a fronteira do diálogo”, lembrou o procurador-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho, Fábio Farias. “Este é um momento histórico de que o TRT participa”, acrescentou o presidente do Regional, desembargador André Genn, numa franca menção à biografia do juiz trabalhista.

Presente à sessão, o vice-presidente da Amatra VI, José Adelmy da Silva Acioli, registrou a natureza histórica do momento. Segundo ele, “o Tribunal não apenas aplicou o direito à espécie, mas, sobretudo, chancelou o resgate de uma dívida histórica que a República Federativa do Brasil possui com o Juiz Theodomiro”.

O pedido de aposentadoria foi encaminhado pelo magistrado, há duas semanas, logo após a averbação de tempo de serviço na condição de anistiado político, referente ao período de outubro de 1970 a outubro de 1985, época em que, o país submetido a ditadura militar, Theodomiro Romeiro sofreu prisão política e se viu obrigado a pedir asilo político na França.

Concursado e empossado neste TRT desde o início de 1993, Theodomiro anteriormente foi servidor da Celpe, nos anos de 1987 a 1989, e do Tribunal Regional Federal da 5ª Região entre 1989 e 1993. Foi presidente da Associação de Magistrados Trabalhistas (Amatra VI), de 2000 a 2002. Ocupou a titularidade das VTs de Catende, Cabo, Salgueiro, Serra Talhada, entre outras. Permaneceu na magistratura trabalhista do Regional pernambucano por quase duas décadas.