Publicada em 28/11/2025 às 13h36 (atualizada há 28/11/2025 - 13:55)

A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (Ejud-6) promoveu, na tarde da quinta-feira (27/11), a aula de encerramento do ano letivo 2025. O evento aconteceu no auditório Desembargadora Maria do Socorro Emerenciano, contando com as presenças do presidente do TRT-6, desembargador Ruy Salathiel, da diretora de Ejud-6, desembargadora Nise Pedroso, do vice-diretor, desembargador Ivan Valença, da coordenadora-geral, juíza Wiviane Souza, além de magistrados/as, servidores/as, terceirizados/as e estagiários/as.
A diretora da Ejud-6, desembargadora Nise Pedroso, fez a abertura do evento, colocando que: “estamos hoje realizando nossa aula de encerramento do ano de 2025. Agradecemos a todo o pessoal que faz a Escola Judicial e o TRT-6, sem esquecer as/os terceirizadas/os, o pessoal de apoio sem o qual nossas atividades não seriam possíveis. Diversos setores trabalham juntos para que a Ejud-6 possa realizar suas atividades. Agradecimentos também ao apoio constante de nosso presidente e do vice-presidente, desembargador Eduardo Pugliesi. Obrigada”.

“A Escola Judicial, e todas e todos que a compõem, sempre busca, a cada ano, fazer o seu melhor para a formação de magistradas/os e servidoras/es, cumprindo uma rica agenda de cursos, jornadas, congressos nacionais e internacionais, dentre outros eventos. É um trabalho dinâmico, que sempre nos dá um grande retorno profissional e pessoal, promovendo aperfeiçoamento e atualização com as melhores e mais modernas práticas do serviço público”.
“Para que essas atividades ocorram da melhor forma possível, dependemos de um ambiente harmonioso e agradável para todas/os, tanto para quem trabalha na Ejud-6 como para quem participa de nossos eventos e formações. Pensando nisso, a Escola decidiu encerrar o ano com um momento que nos convide a nos atentar mais para o papel de cada um de nós na construção de um ambiente de trabalho, e de vida privada também, mais harmonioso e justo para todas/os. E para refletir sobre o que cada uma e cada um de nós pode fazer para contribuir com isso, em nossos postos de trabalho, em nossas casas e na vida em sociedade”.

Reconhecimento de trabalho - “Gostaria ainda de lembrar”, prosseguiu a diretora da Ejud-6, “e celebrar o trabalho contínuo do TRT-6 na promoção da linguagem simples no Poder Judiciário. O Tribunal é finalista do 1° Prêmio Justiça do Trabalho de Comunicação Social, a ser entregue agora em dezembro, na categoria Produto Audiovisual, com o trabalho da servidora Ana Japiá e de Eugênio Jerônimo (in memorian)”.
A produção em vídeo explica a linguagem da justiça “sem pantim nem arrodeio”, através de uma embolada. A ideia é promover uma justiça mais acessível e incentivar o uso de termos compreensíveis para a população, com a utilização dos recursos de artes gráficas, poesia, cordel e música para alcançar e explicar os termos jurídicos mais usuais na Justiça do Trabalho.

Encerramento do ano letivo - Em seguida houve a palestra “Convivência e empatia: como construir um ambiente com equidade?” ministrada pela autora de livros, finalista do prêmio Jabuti, advogada e duas vezes apresentadora do TedX, Ruth Manus, Nela, a autora compartilhou reflexões profundas sobre a arte do bom convívio no ambiente de trabalho e fora dele, para inspirar a busca por um melhor estilo e qualidade de vida.
A palestrante, em uma apresentação leve e dinâmica, sem deixar de causar muitas reflexões, convidou a todas e todos a pensarem sobre o seu papel na construção de um dia a dia melhor e mais justo nos diversos ambientes em que vivem. Ela chamou a atenção, em especial, para uma tomada de consciência de como diversos segmentos da sociedade podem ser sobrecarregados ou esquecidos sem que muitas/os percebam, como, por exemplo, a jornada dupla que é ainda é comum que se espere das mulheres, as quais terminam tendo, muitas vezes, a responsabilidade de cuidar da casa e da família, além de trabalhar e produzir.

Bem como chamou a atenção para que sejam incluídas e ouvidas diversas pessoas que sofrem preconceitos e mesmo invisibilidades diárias, ainda que muitas vezes de forma velada, como as pessoas negras, com orientações sexuais ou de identidade de gênero diversas, ou as que apresentam diversas formas de deficiências físicas ou mentais, dentre outras. Todas as pessoas precisam ser verdadeiramente ouvidas e incluídas, e se sentirem assim, tanto no trabalho quanto em casa.
O respeito mútuo, a empatia e o saber conviver com a/o outra/o, com disposição para ajuda mútua, contribuí para que a vida de cada pessoa seja mais leve e prazerosa. É uma reflexão a ser feita nesse momento de encerramento de um ano e começo de um novo, com um novo ciclo de atividades e relacionamentos profissionais e pessoais que se iniciará. É possível melhorar sempre, como pessoa e como profissional.

A palestra foi transmitida ao vivo e pode ser acessada aqui no YouTube da Ejud-6.
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Texto e Fotos: Silvio Britto


