Publicada em 06/05/2026 às 13h39 (atualizada há 06/05/2026 - 14:38)

Dando prosseguimento às ações da “Semana de Combate ao Assédio Moral”, mobilização nacional do CNJ, aconteceu na tarde da quarta-feira (5/5), no auditório da Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, a apresentação da peça teatral “Liderança e ética: unidade de prevenção de assédio”, espetáculo da Central Paulista de Produção. O evento foi organizado pelo Subcomitê de Prevenção e Enfrentamento da Violência, Assédio e Discriminação do TRT-6, apoiado pela Ejud-6.
Abrindo a programação, a desembargadora do Trabalho aposentada Carmen Vieira falou sobre sua alegria e satisfação por ter coordenado os trabalhos à frente do Subcomitê de Prevenção e Enfrentamento da Violência, Assédio e Discriminação. Na oportunidade, apresentou a desembargadora Solange Moura, que passa a ser a nova coordenadora das ações no âmbito do segundo grau, ao tempo que elogiou o empenho e a dedicação da coordenadora no primeiro grau, juíza Cristina Callou. Na sequência, a magistrada fez a apresentação do grupo teatral convidado.

Escrita e produzida por André Tadeu, também presente no local, a peça retratou, de forma bem humorada e com a participação da plateia, histórias ambientadas num escritório. Mais que meras situações embaraçosas, o espetáculo propunha alternativas para reverter um clima tóxico no trabalho. As pequenas esquetes, encenadas pela atriz Taís Cabral e pelo ator Kléber Tolino, também alertaram sobre os perigos do assédio moral e sexual, que podem emergir, principalmente, a partir das relações de subordinação entre empregadas/os e as respectivas chefias. Em sua mensagem final, o grupo teatral falou sobre a necessidade das empresas e instituições apostarem no empoderamento, em todos os níveis organizacionais, de forma a tornar eficaz o combate ao assédio.

Palestra - Coube à psicóloga, mestre e doutora em Psicologia Clínica, estudiosa de assédio do trabalho, riscos psicossociais, absenteísmo e violências laborais, Laura Pedrosa Caldas, apresentar a palestra “O combate ao assédio e a NR-1”. A partir de material produzido pela juíza do Trabalho Mariana Millet, e contando com a participação da desembargadora Carmen Vieira, a palestrante discorreu sobre alguns dados estatísticos que atestam um vertiginoso aumento nos índices de afastamento do trabalho, ocasionado por adoecimento mental. “Nem o INSS está conseguindo lidar e apresentar respostas efetivas para lidar com esta nova realidade”, alertou.

A especialista abordou os sofrimentos e aspectos subjetivos que levam trabalhadores/as ao adoecimento, defendendo a NR-1 como uma “nova fronteira da segurança do trabalho”. Para ela, a gestão de riscos psicossociais vai além de meras preocupações físicas, ergonômicas e biológicas causadoras do adoecimento. “O passo além é incluir estes fatores de riscos psicossociais que se refletem no cotidiano da vida laboral, a exemplo da ansiedade, do estresse e da depressão”, defendeu. Nas suas intervenções, a desembargadora Carmen Vieira expôs aspectos jurisprudenciais, falou da importância de construir ambientes de trabalho acolhedores, e defendeu a NR-1 como o mais recente e importante instrumento para auxiliar operadores do Direito na luta contra o assédio no ambiente laboral.
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Texto: Gutemberg Soares / Fotos: Ánderson Xavier


