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Apresentação de Teatro de Sombras contou a história de Carolina Maria de Jesus

Foto de detalhe da apresentação do teatro de sombras

A tarde da quarta-feira (22/7) foi de muita conscientização, cultura e diversão no hall de entrada do edifício-sede do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região. O Comitê Gestor do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade promoveu a apresentação “Contação de Histórias em Teatro de Sombras – Carolina Maria de Jesus. Uma História de Palavras, Sonhos e Resistência”. Participaram da apresentação crianças de magistradas/os, servidoras/es e terceirizadas/os, além de demais interessadas/os presentes

álbum de fotos

As crianças começaram a tarde colorindo imagens de personalidades de destaque da cultura negra e latina. A juíza Ana Cristina da Silva, coordenadora do Comitê, abriu o evento, colocando que ele foi pensado para celebrar o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, bem como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, de uma forma lúdica, através de livros e histórias, ajudando a ensinar às crianças sobre a importância da conscientização, da promoção da equidade e da necessidade de combate ao racismo, machismo e outras formas de discriminação por raça ou gênero por meio da história de vida de uma importante personalidade negra.

Foto da coordenadora do Comitê Gestor do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade

Por meio da técnica do teatro de sombras, experiência sensível e inspiradora, foi apresentada a trajetória da escritora Carolina Maria de Jesus. Autodidata, a escritora e poeta viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, área central de São Paulo, sustentando seus três filhos como catadora de papéis. Ela foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil a alcançar a fama a partir da publicação do seu primeiro livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada” publicado em 1960, que se tornou um best-seller, sendo traduzido para treze idiomas e distribuído por mais de quarenta países.

Foto da contação de histórias

Finalizando as apresentações, a escritora Maria Cristina Tavares contou, para as crianças presentes, histórias de seus livros infantis  "No Quintal da Tia Maria" e “As Aventuras de Bayo em Terras Africanas”. Pedagoga, professora e mestra em Educação, Culturas e Identidades, ela é idealizadora da Maria Livreira, uma livraria on-line itinerante criada em 2019, dedicada exclusivamente à literatura étnico-racial infantojuvenil na perspectiva de uma educação antirracista e plural.

Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha – Celebrado em 25 de julho, o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha foi instituído em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas na República Dominicana. Maria de Benguela foi uma líder quilombola que viveu no atual Estado de Mato Grosso durante o século XVIII. A data é um marco internacional de denúncia contra o racismo e o machismo, celebrando a resistência e o protagonismo dessas mulheres.
 


Matéria de teor meramente informativo, sendo permitida sua reprodução mediante citação da fonte.
Coordenadoria de Comunicação Social (CCS)
Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6)
imprensa[at]trt6.jus[dot]br
Texto: Silvio Britto / Fotos: Anderson Xavier