Publicada em 21/09/2026 às 08h00 (atualizada há 21/09/2026 - 08:00)

Conhecer diferentes perspectivas sobre saúde mental também é uma forma de ampliar o cuidado e fortalecer a valorização da vida. Na campanha Setembro Amarelo 2026 #Tem LuzNoFinalDoTúnel, entre as abordagens que contribuem para a reflexão sobre a prevenção do suicídio está a Logoterapia. Desenvolvida pelo psiquiatra austríaco Viktor Frankl, a abordagem parte da compreensão de que uma das principais motivações humanas é a busca por sentido e propósito na vida.
Para Frankl, mesmo diante de situações de sofrimento e adversidade, a pessoa pode encontrar razões para seguir em frente ao identificar valores, vínculos, objetivos e significados que vão dar sentido à sua existência.
Os três pilares da Logoterapia
A abordagem está fundamentada em três conceitos principais: liberdade da vontade, vontade de sentido e sentido da vida. A liberdade da vontade está relacionada à possibilidade de escolher como responder às circunstâncias; a vontade de sentido representa a busca humana por propósito; e o sentido da vida está associado à compreensão de que a existência pode preservar significado mesmo diante das dificuldades.
No contexto profissional, essa perspectiva ganha relevância diante de situações de exaustão, pressão excessiva, cobrança por produtividade e perda da dimensão humana do trabalho. Quando a atividade profissional passa a ser percebida apenas como fonte de sustento, status ou cumprimento de metas, pode surgir um sentimento de vazio, frustração e desânimo.
A Logoterapia propõe, nesse cenário, uma reflexão sobre a importância de não reduzir o valor de uma pessoa à sua produtividade. O ser humano é mais amplo do que o trabalho que realiza, e o sentido da vida não se limita ao exercício profissional.
Relações e fatores de proteção
A prevenção do suicídio também envolve o fortalecimento de fatores de proteção e das redes de apoio. Entre eles estão relações pessoais significativas, suporte familiar, espiritualidade ou outras fontes de sentido, capacidade de enfrentar dificuldades, autoestima, habilidades para resolução de problemas e acesso a acompanhamento profissional.
Esses recursos podem contribuir para o desenvolvimento da resiliência e para o enfrentamento de momentos de sofrimento emocional. É importante lembrar que fatores de proteção não eliminam, por si só, situações de crise ou transtornos mentais. Diante de sofrimento intenso, pensamentos suicidas ou outras situações de risco, a busca por ajuda profissional e o acionamento da rede de apoio são fundamentais.
Tem Luz no Fim do Túnel
A mensagem da campanha Setembro Amarelo 2026 do TRT-6 — “Tem Luz no Fim do Túnel” reforça que ninguém precisa enfrentar o sofrimento sozinho. Servidoras, servidores, magistradas, magistrados e demais pessoas que integram o Tribunal, que estejam vivenciando sofrimento relacionado ao trabalho, podem e devem procurar uma rede de apoio. Falar sobre sofrimento é um ato de cuidado. Procurar ajuda é um sinal de força. Há caminhos possíveis e pessoas dispostas a ajudar. Confira:
. Centro de Valorização da Vida (CVV) que oferece atendimento gratuito e sigiloso pelo telefone 188 e por seus canais oficiais.
. Divisão de Saúde – Seção de Saúde Mental e Serviço Social
(81) 3225-3496 | (81) 3225-3497
saude.mental[at]trt6.jus[dot]br
. Secretaria de Gestão de Pessoas
(81) 3225-3350
Subcomitê de Prevenção e Enfrentamento da Violência, Assédio e Discriminação
Referências bibliográficas:
CAVALCANTE, A.; ROST, J. O poder da inteligência emocional: A competência essencial para o futuro do trabalho na era das transformações. 2025.
PINHEIRO, V. S. Amor à Sabedoria. 2025.
VOLLMER, L. Mais sentido, menos consumo: movimentos, filosofias e teorias que propõem uma vida com mais propósito e menos demandas. 2025.
CONTE, R. F. Sofrimento psíquico, trauma e desamparo: vivências... In: Inovações e desafios de um mundo em mudanças. 2025.
FRANKL, Viktor E. Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração. Obra fundamental para a compreensão dos princípios da Logoterapia.
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Texto: Seção de Saúde Mental e Serviço Social / Imagem: Eduardo Aguiar


