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Com palestra de Sílvio Meira, EJ conclui 6ª Jornada Institucional

Sílvio Meira (acima), com o desembargador Sergio Torres 

Iniciada em 13 de janeiro e se estendendo por duas semanas, a 6ª Jornada Institucional do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-PE), promovida pela Escola Judicial (EJ6), foi encerrada na tarde desta quarta-feira (20). A conferência de encerramento, ministrada por Sílvio Meira, na plataforma do YouTube, por causa do novo coronavírus, teve como título “Trabalho e emprego no mundo pós-pandemia” e foi mediada pelo desembargador do TRT-PE e diretor da Escola Superior da Magistratura do TRT da 6ª Região (Esmatra VI), Sergio Torres. 
O palestrante, que é um dos fundadores do Centro de Estudos Avançados do Recife (Cesar), chamou a atenção para as grandes dificuldades que empresas, governos, instituições públicas em geral e a sociedade vão ter de enfrentar com as transformações vertiginosas impulsionadas pela era digital, que afetam o mundo do trabalho. Segundo Meira, o grande desafio do Judiciário Trabalhista é antecipar-se às transformações em curso e descobrir “onde está o trabalho do futuro.” 
Dentro na nova realidade transformada pelas atuais tecnologias, afirma o professor que “cada vez mais rápido o trabalho será híbrido, o escritório clássico vai ser descentralizado, assim como a execução das atividades ocorrerá fora do horário convencional e até em outros países.”

Na visão do palestrante, o Brasil comete um equívoco ao tentar proteger postos de serviços que pela dinâmica da economia contemporânea inevitavelmente deixarão de existir. Segundo ele, ao fazer isso, apenas adia uma ruptura e impossibilita que profissionais de um setor se requalifiquem para atuar em outros que surgem com novas demandas dos consumidores. Para exemplificar, citou o caso da discussão sobre a extinção dos cobradores de ônibus no Recife. “Tudo o que puder virar software vai virar software”, afirmou, prevendo que inúmeras atividades, como motorista de ônibus e operador da call center, num futuro próximo, vão dispensar a atuação humana. Prosseguiu dizendo que não tem como se defender emprego em áreas para as quais já não há demanda. “O que precisamos proteger é o trabalhador”’, esclareceu. 

De acordo com Sílvio Meira, o emprego formal, com carteira assinada, será cada vez mais raro. Ele acrescentou que “O Brasil pode chegar a 30% de desempregados formais se não houver uma política para os novos trabalhos.”

Ao analisar as implicações da pandemia da Covid-19 no universo do trabalho, Meira afirmou que o fenômeno precipitou alterações que aconteceriam rápido, mas não na velocidade que se deu. Estima que com a rapidez das mudanças é como se a gente tivesse avançado cinco anos na história. “Todo mundo teve de acelerar, aprender em velocidade de crise. Aumentou a distância física, mas se criou proximidade digital”, explicou. O novo coronavírus fez o teletrabalho saltar de cerca de 5% para 40%. 

Com a chegada próxima do 5G, um milhão de dispositivos por km² estarão conectados. Informou o palestrante. “No fim desta década, empresas que não forem digitais não serão nada”, previu. 

Juiz Rodrigo Samico e o professor Sílvio Meira 

A Jornada – Destinada a magistrados e realizada pela Escola Judicial (EJ6), a 6ª Jornada Institucional ocorreu durante os dias 13, 14, 15, 18, 19 e 20 de janeiro. A edição deste ano de 2021, que ocorreu de maneira remota, pelo canal do YouTube da EJ6, foi aberta à participação de servidores e estagiários. 
Coordenador da Escola, o juiz Rodrigo Samico, avaliou como muito positiva a Jornada, que teve de ser realizada em plataforma digital, devido à pandemia. “O resultado foi bastante satisfatório e o formato tem a vantagem de permitir o acesso simultâneo de magistrados, servidores, estagiários e da sociedade em geral”, aprovou. Além disso, a EJ fica com o arquivo digital da vasta programação cumprida no evento, o qual passa a integrar sua biblioteca. 

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Início da Jornada Institucional 

Segunda semana da Jornada Institucional 


 

Nova direção da Escola 
Após a palestra, o corpo diretivo atual da Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (EJ6) apresentou os novos dirigentes, que assumirão a administração do órgão em fevereiro próximo. 

O diretor da Escola no biênio 2019-2021, desembargador Ivan Valença, agradeceu ao presidente do TRT-PE, desembargador Valdir Carvalho, o apoio que recebeu à frente da gestão da EJ. Ivan Valença agradeceu ainda pelo trabalho em conjunto realizado com o coordenador da Escola, juiz Rodrigo Samico, e aos servidores da entidade. 

Diretor da Escola Judicial a partir de fevereiro de 2021, o desembargador Valdir Carvalho ressaltou a importante colaboração que terá dos integrantes do corpo diretivo, o vice-diretor, desembargador Eduardo Pugliesi, e a coordenadora da EJ, juíza Wiviane Souza. Ele afirmou que conta “para a difícil missão com a colaboração de todos os que compõem o TRT6, magistrados, servidores, Amatra VI e Astra6”. Revelou que assume o desafio “com esperança de iniciante” e citou versos do poema A Esperança, de Augusto dos Anjos: “A Esperança não murcha, ela não cansa,/Também como ela não sucumbe a Crença,/Vão-se sonhos nas asas da Descrença,/Voltam sonhos nas asas da Esperança”. 

Vice-diretora da EJ no biênio 2019/2021, a desembargadora Eneida Melo desejou êxito ao novo corpo diretivo e disse estar certa de que haverá plena colaboração de todos os integrantes do Sexto Regional. 

Wiviane Souza, futura coordenadora da Escola Judicial, disse que está aberta a sugestões. “Sozinhos não podemos fazer uma gestão tão boa como com a colaboração dos nossos colegas”, concluiu. 

Atual corpo diretivo da EJ recebe futuros gestores do órgão 

Texto: Eugenio Jerônimo 
Imagem: Captura de tela/Tratamento – Elysangela Freitas 

 

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