Publicada em 26/03/2026 às 15h38

O corregedor do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, desembargador Paulo Alcantara, acompanhado da secretária da Corregedoria Regional, Renata Maria Pessoa Maranhão de Lima, e demais integrantes da equipe, realizou, no dia 17 de março, correição ordinária presencial na 3ª Vara do Trabalho do Cabo de Santo Agostinho. Além das/os servidoras e servidores lotadas/os na unidade, participaram da correição a juíza titular, Tânia Regina Chenk Allatta, a juíza substituta, Taysa Queiroz Mota de Sousa Brito, e o diretor de Secretaria, Ewerthon Luiz Alves de Araújo.
Mereceram destaque os seguintes prazos processuais da unidade, que estão abaixo das médias nacional, da Região Metropolitana e do TRT-6:
107 dias do ajuizamento da ação até a prolação de sentença;
34 dias a partir do ajuizamento da ação até a realização da 1ª audiência;
62 dias a partir da realização da 1ª audiência até o encerramento da instrução processual;
12 dias do início ao encerramento da etapa de liquidação;
77 dias do início ao encerramento da etapa de execução e
235 dias do ajuizamento da ação até o arquivamento definitivo.
Digno de elogio, também, o percentual de sentenças líquidas da unidade, de 61,34%. Constatou-se, ainda, que a Vara cumpriu as metas 1, 2 e 5 estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça para o ano de 2025.
Observou-se, ademais, que a Corregedoria não identificou alvarás pendentes e/ou já expedidos com inobservância ao prazo limite de 10 (dez) dias corridos (Ofício Circular TRT6-CRT N.º 184/2023 e Provimento TRT-CRT Nº 05/2023), a contar da ordem de pagamento ou do último ato imprescindível a sua confecção. Registrou-se, por fim, uma boa organização das principais tarefas que integram o fluxo do PJe.
O desembargador corregedor deu início à reunião ressaltando ser juiz de carreira há mais de 37 anos e esclareceu acerca do novo formato adotado nas reuniões de correição, destacando que o modelo interativo e didático foi concebido com o propósito de gerar mais conhecimento acerca dos dados correicionados, aprimorar os trabalhos desenvolvidos e promover maior eficiência das unidades judiciárias.
Destacou a manutenção da prioridade conferida ao Projeto Garimpo, registrando que no primeiro ano da atual gestão foram liberados mais de 140 milhões de reais aos legítimos beneficiários, razão pela qual mantém o compromisso de fortalecer o referido projeto. Ressaltou ainda que a Corregedoria permanece empenhada na criação de novos projetos, especialmente em parceria com a área de Tecnologia da Informação, voltados ao desenvolvimento de sistemas que facilitem as rotinas de trabalho e que possam promover maior eficiência e melhores resultados.
Em seguida, a secretária da Corregedoria reafirmou que o novo formato busca incentivar o trabalho cooperativo, explicando que a reunião passou a contemplar a apresentação de conceitos essenciais para a compreensão das atividades das varas e de suas equipes, inclusive com o objetivo de despertar o interesse dos servidores para indicadores e/ou ferramentas que, muitas vezes, não são de conhecimento da maioria.
A secretária também abordou a importância do indicador “casos novos”, enfatizando tratar-se de dado de grande relevância, que serve de parâmetro para os órgãos superiores na tomada de decisões estratégicas, tais como definição de força de trabalho, quantitativo de funções comissionadas, lotação de magistrados, bem como o orçamento do Tribunal. Pontuou que tais fatores influenciam diretamente na equalização da força de trabalho e na organização institucional.

A chefe da Divisão de Correição e Inspeção ressaltou que a Corregedoria vem fomentando o uso, pelos servidores, dos sistemas e painéis disponibilizados pelo Tribunal, com a finalidade de aprimorar o acompanhamento de processos e dos dados das unidades judiciárias. Destacou que tais ferramentas também se mostram bastante úteis aos assessores de magistrados, permitindo a obtenção de informações mais fidedignas e contribuindo para o melhor controle do fluxo processual. Esclareceu, ainda, que magistrados e servidores podem compartilhar boas práticas adotadas em suas respectivas unidades, informando que foi recentemente inaugurado, na intranet do TRT da 6ª Região, espaço exclusivo destinado ao registro e à divulgação dessas iniciativas, com o objetivo de fomentar o intercâmbio de experiências entre equipes de diferentes regiões do Estado, em benefício do aprimoramento institucional.
Na sequência, a juíza titular, Tânia Regina Chenk Allatta, iniciou sua fala afirmando que a jurisdição do Cabo de Santo Agostinho recebe processos bastante complexos, que demandam diversos atos de secretaria e muitas vezes não são suscetíveis de acordo, o que torna a carga de trabalho na unidade bastante excessiva. Por esta razão, requereu o aumento do número de juízes zoneados na Vara. Declarou, ainda, que a unidade é a única do Regional com apenas 6 (seis) servidores, de modo que se faz necessário um incremento em sua força de trabalho. Em seguida, elogiou a competência e constante atualização do diretor de Secretaria, afirmando que, apesar das adversidades, toda a equipe tem se empenhado nas suas atividades. Por fim, agradeceu, nominalmente, a todos os servidores e servidoras pelo empenho, competência e harmonia.
A juíza substituta, Taysa Queiroz Mota de Sousa Brito, afirmou que a equipe da Vara é bastante comprometida, elogiando, ainda, a parceria do diretor e da juíza titular, concluindo que esta reflete nos bons resultados da Unidade.
O diretor de Secretaria, Ewerthon Luiz Alves de Araújo, agradeceu às juízas titular e substituta pelo trabalho desempenhado, afirmando que estas são bastante dedicadas, bem como aos servidores da unidade, pelo empenho. Requereu, por fim, um olhar de sensibilidade do Regional para a Vara, que é a única do TRT6 com apenas 6 (seis) servidores.
O servidor Severino Ramos Paulo da Silva, calculista da unidade, afirmou que o trabalho realizado pelo setor de cálculo é muito apoiado pela juíza titular e pelo diretor de Secretaria, o que reflete os bons números alcançados.
Presente à Correição, a vice-presidente da Comissão de Direito do Trabalho da Subseccional da OAB no Cabo de Santo Agostinho, Valéria Cristina da Silva, inscrita na OAB/PE sob o nº 62215, afirmou que todos que compõem a Vara são muito solícitos, e que as juízas sempre se dispõem a atender aos advogados, mesmo estando sobrecarregadas.
Encerrados os trabalhos, o corregedor agradeceu a acolhida e a colaboração prestada pelas servidoras e pelos servidores da Vara.
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