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Do estágio ao êxito nas carreiras – como duas estudantes se tornam profissionais respeitadas

Jaqueline, na Divisão de Comunicação Social, entre 2013 e 2015; Débora, na 2ª Vara do Trabalho de Paulista, de 2017 a 2019. Hoje as duas jovens constroem carreiras com boas perspectivas em suas áreas de formação e reconhecem a importância de haverem passado pelo Regional, para a sua formação. 

Traço comum na história de vida de ambas as profissionais é a origem humilde e a dificuldade para estudar. A jornalista cursou escola pública e conseguiu aprovação em curso superior na Universidade Federal de Pernambuco. Já a advogada estudou em escola particular, mas com bolsa, graças ao seu esforço e desempenho, e realizou os estudos universitários em instituição particular, a Faculdade Estácio, o que só foi possível por causa de sua inscrição no FIES. 

De acordo com Jaqueline, o tempo em que estagiou no Regional “Foram dois anos de muito aprendizado e de crescimento, tanto profissional quanto pessoal.” Ela destaca que a oportunidade foi a primeira experiência no jornalismo e pôde realizar entrevista, escrever matérias, mesmo reportagens com maior profundidade. “Até na fotografia às vezes eu atuava”, registra. “Muito da profissional que sou hoje começou a ser construído nessa época”, avalia.

A jornalista menciona o programa de estádio do TRT-PE como referência para os universitários que precisam dar os passos iniciais em sua formação prática. “No TRT nós tínhamos uma carga horária adequada, os dias de prova eram respeitados e recebíamos uma bolsa condizente com as atividades que desempenhávamos”. E continua: “Era um espaço profissional saudável e que nos avaliava com todo o cuidado e atenção.”

Além dos ganhos profissionais, Jaqueline menciona o aprendizado que diz respeito às relações humanas. “Com o tempo, nós vamos percebendo cada vez mais como o relacionamento entre a equipe é importante. E, sempre que recordo da minha experiência na Comunicação Social do TRT, as lembranças são as melhores possíveis”, revela. 

Responsável pela supervisão da estudante na Divisão de Comunicação Social, a servidora Mariana Mesquita comenta o desempenho da estagiária. “Jaqueline sempre foi muito determinada, disciplinada e caprichosa. De suas pautas, minuciosamente exploradas, era certo sair um texto muito agradável à leitura e cuidadosamente escrito”, destaca.

Na visão Débora Fontes, o estágio no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, realizado na 2ª Vara do Trabalho de Paulista (VT), veio, dentre outras coisas, suprir uma lacuna do seu curso de Direito: a ausência de uma cadeira específica sobre execução trabalhista. “Aprendi tudo na prática”, comenta. 

Outro proveito que a atividade lhe proporcionou “foi poder enxergar o processo trabalhista sob três perspectivas: a do reclamante, a do reclamado e a do juiz”, contabiliza. Destaca também que pôde exercitar e ampliar seus conhecimentos atuando nas diversas fases do processo. 

A advogada elogia a forma acolhedora como o Tribunal recebe os estudantes. Ressalta a sensibilidade da chefe da Seção de Extensão e Qualificação de Pessoal, Nelma Rago Constantino, que se esforçou para que ela pudesse desenvolver suas atividades no fórum trabalhista de Paulista, já que mora na cidade. 

Fundamentais para o desenvolvimento de seu estágio foram os ensinamentos da juíza titular da 2ª Vara de Paulista, Maria Consolata, e a orientação do diretor da Unidade, José Paulo Ferreira. Débora faz questão de mencionar o apoio geral que recebeu de todos os integrantes da Vara, que inclusive, passaram a lhe dar carona, quando descobriram que ela fazia o percurso da sua casa – cerca de meia hora – para a unidade, a pé. 

A então estudante de Direito se colocou uma meta ambiciosa: concluir o estágio sabendo tudo sobre o processo trabalhista. O diretor da VT, José Paulo, lembra que desde a primeira vez que a viu, teve certeza de estar diante de uma jovem “determinada, com sede de conhecimento, que quando tinha dúvida, ao mesmo tempo em que perguntava aos mais experientes, já ia pesquisando”. José Paulo cita outras características da atuação de Débora: “Sempre muito zelosa, comprometida e organizada. Tinha não só a vontade de aprender, mas a responsabilidade de socializar o conhecimento, o que fazia com vibração”. 

Com este gosto de dividir o saber, tornou-se monitora dos novos estagiários que chegavam à Vara e idealizou a escrita de um manual para estágio em Direito no TRT-PE. Com a concordância da Seção de Extensão e Qualificação de Pessoal, a obra foi composta em parceria com a também estagiária Talita de Santana, orientada pelo diretor José Paulo Ferreira, e está sendo revisada pela juíza Maria Consolata. 
 

Leia na próxima publicação, nesta quarta-feira (7), a história de Débora Fontes. A hoje advogada de carreira ascendente enfrentou dificuldades como a falta de recursos para as passagens de ônibus.  

Veja a primeira matéria da série. 

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Divisão de Comunicação Social
Tribunal Regional do Trabalho da Sexta Região (TRT-PE)
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Texto: Eugenio Jerônimo / Ilustração: Victor Andrews